
a cidade estava deserta. da varanda do meu apartamento, ás cinco e meia da manhã, eu só via vestigios do dia confuso que tinha passado. nesse silencio, eu pus-me a imaginar onde tu estarias naquele momento. com quem estarias, se estarias a sorrir ou simplesmente aborrecido. sabia que a dormir nao estavas de certeza, tu nunca tiveste o sono (ou o cérebro) regulado. depois pus-me a pensar no que estaria a sentir se ainda estivessemos juntos. eu, sem nunca saber de ti, sem nunca saber de nada. respirei fundo para aliviar aquele peso no coração, fechei os olhos e chorei uma lagrima imaginaria, porque das verdadeiras, ja deixei de chorar á muito tempo.
Sem comentários:
Enviar um comentário